Intercâmbio e negócios entre empresas do Brasil e Paraguai marcam a Expo Integração

(ACIFI, em 22 de outubro de 2010)

Mais de 30 empresas de diversas regiões do Paraná e do Brasil participaram da Expo Integração, encontro realizado nesta semana em Foz do Iguaçu pelo Braspar – Centro Empresarial Brasil-Paraguai e AMCHAM – Câmara Americana de Comércio, com apoio da ACIFI – Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu. Conforme explicou o diretor-geral do INEESPAR – Instituto de Estudos Econômicos e Sociais do Paraná, Wagner Enis Weber, a expectativa com a Expo Integração é que o empresário iguaçuense conheça a potencialidade das indústrias instaladas em Ciudad del Este-PY para parcerias que ele classifica como rentáveis àqueles que iniciarem o processo de integração.
O evento contou com rodada de negócios e visitações técnicas ao parque industrial no lado paraguaio da fronteira, e à estrutura da antiga área de exportação de Foz, incluindo a Vila Portes e o Jardim Jupira. Weber destacou que o Paraguai conta atualmente com 16 mil indústrias, e que é possível firmar parcerias nos setores de metalmecânica, indústria farmacêutica, agroquímica, dentre outras.
Particularmente em Ciudad Del Este, observou Weber, já existe um bom número de indústrias como o segundo maior fabricante em CDs e DVDs virgens e a única da América Latina a fabricar estes produtos para a TDK. O roteiro de visitas no lado paraguaio da fronteira incluiu uma indústria de móveis de 10 mil metros quadrados; uma indústria de plásticos, cujo investimento foi equivalente a US$ 30 milhões; empresas do Parque Industrial Taiwan, entre outras.
A presidente da ACIFI, Elizangela de Paula Kuhn, e o vice-presidente de Comércio Exterior, Mário Alberto Camargo, participaram da Expo Integração. Camargo explicou que o papel da ACIFI é mostrar o que tem sido feito em termos de logística e, principalmente, na desburocratização do setor de importação e exportação. “Não basta que indústrias produzam no Paraguai, se depois tiverem de enfrentar uma burocracia muito grande para ingressar no Brasil”, ponderou Camargo. “Estamos fazendo justamente isso: mostrar as ações que a ACIFI está fazendo no sentido de desburocratizar, dar mais agilidade nos processos, diminuindo os custos para o produto do Paraguai ficar competitivo”, acrescentou.
Mas é pretensão da ACIFI tentar abrir mercado para os produtos brasileiros no Paraguai, por meio da Expo Integração. “Somos exportadores. Também iniciamos, ainda na década de 1980, vendendo para o Paraguai, mascateando produtos das nossas indústrias para lá”, destacou o vice-presidente. Segundo ele, há muitas possibilidades de negócios de exportação ao Paraguai, por meio das chamadas comerciais exportadoras, “que foram o baluarte das exportações brasileiras na década de 1980” e que hoje enfrentam uma série de dificuldades por conta da mudança na legislação brasileira. “Queremos resgatar isso”, acentuou. O diretor finaliza, lembrando que o comércio exterior “é uma via de duas mãos: quem importa, exporta. Só é bom quando há um equilíbrio”.