CCZ ALERTA SOBRE CASOS CONFIRMADOS DE MORCEGO CONTAGIADO POR RAIVA NA REGIÃO CENTRAL

(ACIFI, em 18 de julho de 2012)

Atendendo ao pedido dos técnicos do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ, a Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu alerta aos empresários da região central da cidade a redobrarem cuidados com morcegos. A medida se justifica pelo fato de ter sido confirmada, laboratorialmente, a ocorrência de dois morcegos com raiva há cerca de um mês. O primeiro foi encontrado nas proximidades da terceira pista da Avenida JK, e o segundo, na Avenida Brasil, próximo da esquina com a Rua Jorge Sanways.
“Os morcegos vivem em colônias populosas, com centenas de exemplares, e como eles têm como hábito se lamber mutuamente, sendo que a saliva é a forma de transmissão da doença, podem surgir mais casos”, observa a Educadora em Saúde do CCZ, Camila Lourini. Ela explica que em Foz do Iguaçu predomina a espécie não hematófaga (ou seja, não se alimenta de sangue e sim frutas e insetos), mas também têm hábitos noturnos. “Se alguém avistar um morcego voando de dia, caído ou desorientado, deve imediatamente acionar o CCZ”, explica o agente de endemias, Edwim Gavilan. 
Ela alerta que, em hipótese alguma, o morcego deve ser tocado — vivo ou morto. “O vírus consegue permanecer por bastante tempo no meio ambiente. Em caso de encontro involuntário com morcegos, a orientação é lavar bem o local do ferimento com água e sabão e procure imediatamente o posto de saúde mais próximo. Se o morcego estiver caído, isole-o com um balde e contate o CCZ”, acrescentou Camila.
Os técnicos alertam ainda que esses animais não podem ser abatidos, nem mesmo se forem observados comportamentos estranhos que indiquem a contaminação. “É caracterizado crime ambiental. Nem mesmo nós, do CCZ, podemos capturá-los sem a autorização da justiça quando eles estiverem em árvores. Temos apenas a autonomia para captura quando eles estejam dentro de residências ou empresas”, acrescentou a educadora.
A transmissão da raiva se dá por meio da saliva, e pode ser passada para humanos e animais domésticos.
O animal contagiado tende a fugir da luz, se abster do consumo de água e muita salivação devido ao estreitamento da faringe. “A agressividade surge entre o quarto e o quinto dia após o contágio. Todo o ciclo dura cerca de sete dias, quando o animal contaminado entra em óbito”, ressaltou.
A raiva humana é fatal. A doença foi erradicada no Paraná em 1988, mas em 2002, foi notificado o atendimento de raiva humana em Foz do Iguaçu. “Era um paraguaio que buscou atendimento na cidade”, acrescentou Camila.
O telefone para contato com o CCZ é o 3524 8848.