ESPECIAL – A história de Foz e da ACIFI contada por seus associados

(Andrea David, em 1 de setembro de 2014)

A Revista da ACIFI mantém um espaço para que os associados possam contar suas histórias, relatar dificuldades, sugerir melhorias, dividir experiências. A ACIFI está resgatando a história dos associados há mais tempo vinculados à entidade. Numa série de entrevistas, eles falam por que decidiram empreender e relatam como era a Foz do Iguaçu de sua época e o que querem da cidade no futuro.

Hotel Bella Itália

Empresa associada desde setembro de 1977

Arnaldo Bortoli chegou de Veranópolis (RS) aos 25 anos de idade, já casado, e imediatamente começou a dedicar-se ao comércio, abrindo a Agrofoz, em 1973, e na sequência, a Agrofoz Exportadora, no Paraguai, as primeiras empresas do grupo a serem associadas à ACIFI. Presidiu a associação nas gestões 1996/1998 e 2002/2003.

Arnaldo Bortoli chegou de Veranópolis (RS) aos 25 anos de idade, já casado, e imediatamente começou a dedicar-se ao comércio, abrindo a Agrofoz, em 1973, e na sequência, a Agrofoz Exportadora, no Paraguai, as primeiras empresas do grupo a serem associadas à ACIFI. Presidiu a associação nas gestões 1996/1998 e 2002/2003.

“Foz do Iguaçu era muito carente na atividade agrícola. E sobrou um espaço para abrirmos mercado no fornecimento de produtos para esse setor. Principalmente para o Paraguai. Era uma cidade pacata, com 35 a 36 mil habitantes, típica fronteiriça, que alavancou sua economia com a Itaipu Binacional. Mas o que mais deu força ao comércio da cidade foi a abertura dos negócios com o Paraguai, por meio da invasão dos brasiguaios que deixaram a região. Estima-se que cerca de 200 mil brasileiros foram para lá, e Foz do Iguaçu era o ponto de apoio deles.

A Agrofoz, no Paraguai, acabou se transformando no ponto de referência dos brasiguaios, porque não havia telefonia, nem comunicação com o interior do Paraguai. Quando chegavam as correspondências, sabíamos onde eles moravam e entregávamos. Fazíamos com gosto porque queríamos que eles se desenvolvessem naquela região. Naquela época o governo era militar, e a ACIFI era uma instituição como todas as demais naquele momento histórico, onde não havia interesse em se arrumar conflito nenhum, ainda mais com o poder público. Era simplesmente preservar os interesses da classe e do próprio país.

O estado do Paraná estava se organizando havia 40 anos, e Foz era um dos municípios mais antigos do Paraná. As associações comerciais eram poucas ou estavam começando, e a comunicação era muito difícil. Lembro que em 1975, o Paraná era referência no país em comunicações, mas mesmo assim nós éramos tremendamente deficientes desse serviço. Em 1974, Foz do Iguaçu não tinha 50 telefones (linhas) e custava o mesmo que um automóvel.

A Agrofoz começou com dois funcionários, mas em 1998 nos separamos, e hoje minha família se dedica aos três hotéis: o Bella Itália, inaugurado em 1990; o Agros, em 2008; e agora, em julho deste ano, vamos abrir o Bogari. O grupo todo – incluindo a operadora Loumar Turismo – conta hoje com 200 funcionários.

A preferência pela temática italiana vem das origens familiares que remontam à cidade de Asiago, em Vêneto, Itália. A árvore genealógica da nossa família data do século 15. O forte laço familiar persiste nos negócios, cujo empreendimento é familiar, com o envolvimento dos quatro filhos – dois casais nascidos em Foz – que já me deram seis netos.

ACIFI

O motivo de termos nos associado à ACIFI foi o mesmo de todos os demais associados: ter uma instituição que zela e luta pelos interesses da classe, para que não sejamos uma voz sozinha no deserto. Uma instituição é sempre importante.

A ACIFI é uma instituição que veio para auxiliar, colaborar como ponto de apoio à livre iniciativa e que tem que estar à frente e acima de tudo.”

(Reportagem publicada na 1ª edição da Revista ACIFI. Texto: Monica Cristina Pinto/ Foto: Kiko Sierich)

O conteúdo completo da Revista ACIFI #01 está disponível AQUI

COMPARTILHAR: