Furto de energia elétrica é discutido em reunião da ACIFI

(Andrea David, em 3 de novembro de 2014)

4257b207-66c5-4217-9c46-e0165bd432b0_600_400Com base em dados fornecidos pela Copel, o furto de energia foi um dos temas da pauta da reunião de Diretoria da ACIFI. Com equipamentos que permitem identificar fraudes ocultas em medidores e coibir ligações clandestinas – conhecidas como “gatos” – a companhia realizou 955 inspeções até a primeira quinzena do mês de agosto em Foz do Iguaçu. Desse total, foram confirmados 273 casos de irregularidade em residências, comércio, indústria e propriedades rurais da cidade.

O alerta foi feito pelo engenheiro eletricista Carlos Batista da Silva, representante da entidade no Conselho de Consumidores da Copel. Segundo ele, o combate ao furto de energia vem sendo feito de forma mais intensiva pela Copel. Por conta do investimento em tecnologia e atuação de equipes especializadas, no Paraná, a cada quatro inspeções realizadas, uma fraude é identificada. O furto ocorre através de ligações clandestinas, em que a energia é retirada diretamente da rede e, principalmente, com fraudes em medidores para que registrem menos do que a energia consumida.

O engenheiro enfatizou que o custo do furto acaba sendo acrescentado em todas as contas de energia, por isso o compromisso em auxiliar no combate às irregularidades deve ser de todos. “Isso reflete diretamente na nossa fatura e na nossa conta por isso também é nossa responsabilidade coibir o furto de energia”, afirma Carlos. O crime de furto de energia está previsto no artigo 155 do Código Penal. Quem quiser ajudar no combate às fraudes, pode fazer denúncias pelo telefone 0800 51 00 116.

ACIDENTES FATAIS – A fraude sobrecarrega a rede, prejudica o fornecimento e também pode causar acidentes fatais. As ligações clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção e manutenção predial.

LEI FEDERAL – A existência do conselho de consumidores de energia é determinada por lei federal para todas as concessionárias de serviço público, sob a coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De caráter consultivo, o conselho é formado por representantes de várias instituições de todo o Estado. Além de representar os interesses coletivos dos clientes, os conselheiros cooperam na fiscalização e na apresentação de sugestões perante Aneel e distribuidoras de energia elétrica.

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