Varejo iguaçuense se recupera no mês de dezembro

(Andrea David, em 22 de Janeiro de 2015)

Levantamento da ACIFI mostra que o número de consultas ao SPC teve um aumento de quase 18% em comparação a novembro

SPCO número de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu – ACIFI – em dezembro apresentou um aumento de 17,56% em relação ao mês de novembro. Quanto à inadimplência, houve um total de 3.058 inclusões – consumidores com contas em atraso – e 2.896 exclusões no bando de dados do SPC, com isso o percentual de inadimplência no mês passado foi 1,24% menor do foi registrado em novembro.

A quantidade de consultas feitas ao SPC é um termômetro para medir o desempenho das vendas de final de ano. Na análise do diretor-executivo da ACIFI, Dimas Bragagnolo, o levantamento indica que o comércio local recuperou as vendas no último mês de 2014, ano marcado pela baixa atividade econômica do país.  O cenário adverso afetou os indicadores de emprego e da confiança do consumidor e dos empresários.

A pesquisa mostrou que os iguaçuenses usaram seu 13º salário para recuperar o crédito. “O baixo percentual de inadimplência era esperado, onde os consumidores buscaram regularizar sua situação para poderem realizar as compras de final de ano, mesmo que comprando produtos mais baratos”, avalia Dimas.

Cenário para 2015

O volume de despesas em janeiro e fevereiro é grande e por isso, a palavra-chave é organização. A recomendação para o consumidor iguaçuense para o início do ano é procurar se organizar para as despesas características do período, como IPTU, IPVA, materiais escolares, entre outras, para que estas despesas, somadas às dívidas realizadas com as compras de final de ano, não prejudiquem o orçamento familiar. O planejamento é essencial para que o consumidor saiba para onde e o quanto está gastando de dinheiro.

Para os comerciantes e prestadores de serviços em geral, apesar do aumento das vendas e da queda da inadimplência observadas em dezembro de 2014, a ACIFI aconselha cautela na concessão de novos créditos nos próximos meses. “Os primeiros meses do ano costumam apresentar índices de inadimplência acima da média, devido à cobrança de impostos do início do ano e os parcelamentos das compras de Natal, portanto, é importante que os lojistas estejam munidos de todas as informações possíveis sobre os compradores”, observa o diretor-executivo da ACIFI.

O SCPC é um serviço oferecido pela ACIFI aos associados. Por uma mensalidade muito pequena, o empresário tem acesso a um banco de dados nacional, que mostra todas as informações possíveis sobre os compradores e se eles têm dívidas em atraso ou cheques devolvidos. A consulta é feita pela internet e diminui a possibilidade de não receber o pagamento por algum serviço ou produto. “O Serviço de Proteção ao Crédito é um forte aliado para evitar a inadimplência e a falta de pagamentos”, garante Dimas. Atualmente, o banco de dados é mantido em parceria com a Faciap, Serasa e SPC Brasil.

Bancos, comércio e idosos lideram ranking

De acordo com o indicador do SPC Brasil, cinco em cada dez dívidas pendentes (46%) entre pessoas físicas no país têm como credor algum banco ou instituição financeira. A segunda maior representatividade fica por conta do comércio, que concentra 21% do total de dívidas não pagas, seguido pelo setor de comunicação (16%) – que engloba serviços de internet, televisão e telefonia. Os débitos com as empresas concessionárias de serviços básicos como água e luz representam 7% das dívidas não pagas no Brasil. Os demais setores juntos somam 10% das contas pendentes.

O aumento da inflação, aliado a fatores que limitaram o poder de compra do brasileiro, como o rápido aumento do endividamento e os altos juros, deve servir de alerta aos empresários para se precaverem contra a inadimplência. De acordo com levantamento da Serasa Experian, empresa que atua no setor de cadastros de inadimplência no país, no ano passado cerca de 19,7 milhões de cheques emitidos retornou por falta de fundos. Isso representa 1,95% dos cheques emitidos no país e é o maior percentual desde 2009, quando ocorreram 2,15% de devoluções.

Segundo economistas ligados à entidade, a inflação e os juros encareceram o crédito e foram fatores determinantes para comprometer a capacidade de pagamento daquele que pretende tomar o crédito no mercado, incluindo os chamados cheques pré-datados.

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